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O quanto eu estar acima do peso (gorda mesmo) está me fazendo infeliz e como esse fato tem afetado todas as áreas da minha vida.
Até pouco tempo sustentava a ideia de que eram os problemas do cotidiano que me fizeram engordar: o desemprego por alguns poucos meses, o casamento (quando casamos vivemos atacando a geladeira, os programas são sempre acompanhados de comida e compartilhamos a vida em restaurantes, bares e almoços de domingo), morar longe dos pais, faculdades, vida corrida. Enfim, julgava que eram esses fatores que me fizeram engordar. De fato podem ter colaborado para a minha fase de engorda, mas não posso fechar os olhos para a minha parcela de culpa nessa lambança.
De repente, não mais que de repente, passei a comer como um macho de obras: 2 pratos de almoço, 2 no jantar, refrigerante para matar a sede, muita muitíssima cerveja acompanhada de tira-gostos muito, muitíssimo gordurosos, sanduíches X-tudo com muita muitíssima maionese, Mc Donalds mais de uma vez por semana e muito, muitissímo mesmo macarrão. Soma-se jantares às 23 da noite.
Cheguei novamente aos 85,5 kilos em 12 meses. E engordei pouco, dado ao fato d eu não gostar de doces e biscoitos, além de consumir frutas e legumes numa boa e tomar H2O direitinho.
Nenhuma roupa fica bem em pessoas gordas. A moda não é democrática.
Fico para morrer quando nada me cai bem e como resultado afogo minhas mágoas em muita comida. É como se meu subconsciente pensasse: essa semana eu até que me comportei, comi razoavelmente, fiz algum exercício e não emagreci nada. Então como comer bem não me emagreceu, vou comer o que quiser e o quanto quiser, pois eu não vou emagrecer mesmo.
Então temos o ciclo vicioso: pessoa gorda = dieta mal feita = peso maior ou igual na balança = mais comida - pessoa gorda = dieta mal feita = ...
O que mais me chateia é o olhar de superioridade e glória das mulheres do meu convívio social. Constatar que você está bem mais gorda do que elas é como ganhar na loteria.
Meu marido é educado e amoroso. Ele nunca reclamou do meu sobrepeso, ou mudou a forma de me tratar ou fez piadinhas. Mas consigo imaginar o que deve passar por sua cabeça quando ele vê o quanto eu mudei (quando começamos a namorar, há seis anos eu pesava 63 lindos kilos). A única coisa que ele diz é que eu preciso me cuidar.
Aliás, diga-se de passagem,a minha vida entre os lençóis não piorou,mudou ou se extinguiu . O sexo continua gostoso. Mas a minha alto-estima anda tão abalada e sabemos que uma mulher com a estima no pé não é lá muito confiante nesse departamento.
Me sinto mal fisicamente e mentalmente, mas a atitude não vêm. É como se faze RA, AF e todas as porras de siglas da vida saudável acenassem para mim : " Ei você que está na luta para emagrecer, você mesmo, gordinha, á partir de agora você não terá mais vida social, seus amigos te acharão uma chata e fissurada com o peso e você não terá nunca, nunquinha os prazeres da boa mesa, caso você opte por emagrecer."
E convenhamos, para quem sente prazer em beber e comer é complicado largar a mão disso.
Certa vez um médico endocrino me disse: "toda comemoração da vida é em volta da comida. Dia das mães, dos pais, natal, páscoa, tudo! Então para àqueles que não sabem comer, essas comemorações são um verdadeiro tiro no pé." #fato
Todas essas palavras soltas nessa tela é para ver se eu acordo. Sei exatamente o que preciso fazer para emagrecer e sentir-me bem.
Além de ficar gostosa e saudável também quero e preciso ficar em paz comigo mesma.































